Integrada no Parque das Serras do Porto, Aguiar de Sousa oferece condições privilegiadas para a prática de caminhadas e para a descoberta do património natural, histórico e rural.
Entre serras, vales e linhas de água, os percursos atravessam paisagens de grande beleza, pequenas aldeias, áreas florestais e locais marcados pela relação entre as comunidades e o território. São também uma oportunidade para conhecer o rio Sousa, observar a biodiversidade e descobrir elementos da arquitetura tradicional.
Com início e fim na Senhora do Salto, o Trilho de Alvre é um percurso circular que evidencia o contraste entre a serra e a área ribeirinha.
Ao longo do trajeto, é possível observar diferentes elementos da paisagem rural, bem como técnicas tradicionais de construção em xisto, presentes nos muros de divisão e sustentação de terrenos, nos moinhos junto às linhas de água e nas antigas casas de pátio fechado.
O percurso permite ainda conhecer a aldeia de Alvre e apreciar a ligação histórica das populações à serra, ao rio e às atividades agrícolas.
O Trilho Vale de Aguiar é um percurso circular de descoberta do património histórico, geológico e biológico da região.
As linhas de cumeada funcionam como miradouros naturais, proporcionando uma vista ampla sobre o Vale de Aguiar e as serras envolventes. O percurso atravessa um território marcado por formações geológicas muito antigas, onde os xistos, os conglomerados e os quartzitos ajudam a contar a evolução da paisagem ao longo de milhões de anos.
O trajeto permite também observar diferentes espécies de fauna e flora e compreender a relação entre os espaços naturais, as áreas rurais e a ocupação humana.
Entre os principais pontos de interesse encontram-se a Capela da Senhora do Salto, o Miradouro da Senhora do Salto, o “Canhão” do Salto e o ponto de encontro dos três concelhos que integram o Parque das Serras do Porto.
Consultar o Trilho Vale de Aguiar
O Trilho das Aldeias percorre diferentes povoações do Parque das Serras do Porto, permitindo conhecer as suas características, história e tradições.
O percurso atravessa Aguiar, Alvre, Brandião, Bustelo, Santa Comba, Sarnada e Senande, revelando a forma como as populações se adaptaram à morfologia do território. Ao longo do caminho, é possível observar aldeias implantadas nas encostas e junto ao rio, terrenos agrícolas, construções tradicionais e vários elementos do património religioso.
A serra esteve ligada à pastorícia e à produção de mel, as rochas foram utilizadas nas construções e o rio desempenhou um papel essencial no regadio e no funcionamento dos moinhos.
Entre os locais de interesse encontram-se a Capela da Senhora do Salto, o “Canhão” do Salto, a Igreja de São Romão, as capelas de Santa Isabel e Santa Marta e a Ponte de Alvre.
O Parque das Serras do Porto é uma Paisagem Protegida Regional com cerca de 6.000 hectares, abrangendo territórios dos municípios de Paredes, Gondomar e Valongo.
É constituído pelas serras de Santa Justa, Pias, Castiçal, Santa Iria, Flores e Banjas e integra uma importante rede de espaços naturais, vales, rios, habitats e elementos de interesse geológico, arqueológico e cultural.
Aguiar de Sousa ocupa uma posição privilegiada neste território, destacando-se o Vale de Aguiar, o rio Sousa, a Senhora do Salto e as paisagens das serras de Santa Iria, Pias e Banjas.
A rede de percursos permite realizar caminhadas, BTT, trail, atividades equestres e observação da natureza. Inclui uma Grande Rota com cerca de 59 quilómetros e várias Pequenas Rotas interligadas.
Conhecer o Parque das Serras do Porto
As aldeias de Aguiar, Alvre, Brandião, Sarnada e Senande preservam a componente rural e a identidade do território.
As construções tradicionais, os muros em pedra, os campos agrícolas, os caminhos antigos, as capelas, os cruzeiros, as fontes e os moinhos testemunham a forma como as populações viveram e transformaram a paisagem ao longo de várias gerações.
Cada aldeia possui elementos próprios:
Percorrer estas aldeias é descobrir um território marcado pela proximidade entre a serra, o rio, a agricultura, o património e as tradições locais.
Antes de iniciar qualquer percurso, consulte a informação oficial e confirme as condições meteorológicas e o risco de incêndio. Utilize calçado e vestuário adequados, leve água e alimentos e siga sempre a sinalização existente.
Não abandone os caminhos marcados, devido à possível existência de antigas cavidades mineiras ocultas pela vegetação. Respeite a natureza, as propriedades privadas, as culturas agrícolas e a tranquilidade das populações locais. Não deixe resíduos nem recolha plantas, fósseis ou vestígios arqueológicos.
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